quarta-feira, maio 14, 2003

Serviço de Informações da Disneylândia, ops, Uberlândia
(enviada por Daniel Kaz)
A Telemar inventou um sistema de atendimento eletrônico que é uma das coisas mais irritantes que existe. Parece filme de ficção científica. Você responde a perguntas de uma gravação, um computador reconhece sua resposta e vai avançando. É lógico que o negócio não funciona.
Comigo aconteceu assim:
Liguei para o serviço de informações de Uberlândia (quem quiser conferir, o número é 0**34 121) e atendeu a tal voz eletrônica:
- Você deseja informação de qual cidade?
Passada a surpresa de estar conversando com uma gravação, respondi:
- Uberlândia.
- A informação que você deseja é de comércio, residência ou profissional liberal? Se não estiver entendendo, diga "ajuda".
Eu queria saber o telefone de um hotel, que não é comércio, nem residência e nem profissional liberal. O jeito foi dizer:
- Ajuda.
A "resposta" da máquina foi inacreditável:
- Se você deseja saber o telefone de um estabelecimento comercial, diga "comércio". Se você deseja saber o telefone de uma residência, diga "residência". Se você deseja saber o telefone de um médico ou advogado, diga "profissional liberal".
Até aí, deu na mesma. Em seguida, a voz disse:
Se você não deseja o telefone de nenhum desses itens, diga "outro".
- Outro - disse eu.
- Não entendi - respondeu a máquina, para em seguida começar a repetir tudo o que já tinha dito antes.
Moral da história: me deram o telefone de uma padaria.

terça-feira, maio 13, 2003

Dia das Mães, 2

Mas podia ser Páscoa, Natal ou qualquer outra data em que comprar se torna uma verdadeira compulsão. Numa grande loja de departamentos, vou até o setor de CDs escolher alguns e só depois percebo que os que quero estão fora. Para pagar (e as caixas para CDs são dentro do "curral"), terei de passar por aqueles detectores anti roubo - que, óbvio - apitam. Ninguém parece ligar e eu continuo. Vou até o caixa. Uma pessoa na minha frente. "Beleza, sem filas!", penso eu, ingenuamente. Mas eu quero comprar mais coisas, lá fora. Então resolvo perguntar para a caixa, educadamente: "oi, eu posso pagar as coisas lá fora?". Ela parece concentrada demais procurando alguma coisa e não me escuta. A pessoa que estava na minha frente na fila, um homem, finalmente, me explica:

- Ela tá procurando o caderninho.
- Caderninho?
- É, caderninho. Onde elas anotam os CDs vendidos...

Então, escuto a própria atendente falar para uma colega: "não consigo encontrar esse caderno de jeito nenhum!". O cara não estava me sacaneando: elas realmente anotam as vendas num caderninho. Eu não resisto e começo a rir. Comento com a outra testemunha, que está rindo - assim como eu - daquela cena tão incomum no século 21:

- Isso sim é que é tecnologia...
- Ô... o bom é que isso tudo aqui (e aponta para vários computadores que deveriam servir para o registro das vendas) serve como enfeite, né?

Finalmente, chega um outro vendedor e eu pergunto: "oi, posso pagar lá fora?" e ele me responde:

- Se for até R$19,90; pode.

E o meu colega de fila completa: "mas se for por R$20,00, não pode". Novamente, era verdade. Como, felizmente, os CDs que eu iria comprar custavam R$19,90, pude pagar lá fora. Pena que eles não tiraram o lacre de proteção anti roubo. Não, nenhum detector apitou quando eu saí, nenhum brutamontes me segurou, nada disso. Mas a minha mãe e a minha sogra tiveram de usar de chaves de fenda, facas, martelos e serrotes para conseguirem tirar aquelas porcarias de lacres de segurança e ouvirem em paz os seus presentes.

domingo, maio 11, 2003

Ah, o Dia das Mães...
Lojas lotadas, clientes apressados, compras em cima da hora - são ingredientes perfeitos para histórias que se encaixam como uma luva no RH NEGATIVO. Os pobres vendedores, oprimidos por gerentes loucos, salários baixos e jornada de trabalho massacrante, tomam decisões e protagonizam cenas sensacionais.
Nas Lojas XXXXX, no Botafogo Praia Shopping:
- Onde ficam os telefones?
- Olha, tem que ligar de telefone público, aqui não podemos liberar para ligação de cliente.
- Não, eu quero comprar um telefone.
- Ah, sim. Ficam no final desse corredor, à esquerda.
Chegando - ou tentando chegar - no local, havia uma fila enorme para pagar CDs, pois a tal loja tem uma seção independente dentro. Se o cara sair com mercadoria lá de dentro, o dedo-duro eletrônico apita. Só que a fila impedia qualquer cliente de chegar aos telefones. As pessoas aguardavam a vez. Havia uns quatro caixas vazios, apenas uma pessoa atendendo. A fila tinha umas 25 pessoas.
Só havia telefones com fio.
- Ei, você sabe onde estão os telefones sem fio?
- Nessa prateleira aí tem os tel...
- Sim, eu sei, mas só tem os com fio.
- Ué? Não tem sem fio?
- É o que estou te perguntando....
Desistência, claro. Apela-se para uma outra grande magazine (lembra do tempo em que se chamava "mega store" de magazine? Magazine Helal, etc), ao lado do Shopping, em Botafogo.
Está lá o tão sonhado telefone sem fio.
- Você tem que pagar primeiro.
- Claro. Mas aonde? Aqui?
- Não, lá no caixa.
- No caixa? Mas eu vou fazer outras compras, vou ter que entrar aqui de novo com a sacola carregada? (a loja estava inacreditavelmente lotada).
- Sim, senhor.
E assim foi feito, entre centenas de clientes apressados. Nessas horas me lembro da frase do coronel Bruce Henderson, do seriado "Wild Hunter": "No espaço urbano, nada, nada substitui o taco de beisebol.


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